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Governo de SP aposta em IA com projeto de supercomputador bilionário

O Governo de São Paulo iniciou os estudos para implantação de um supercomputador dedicado à inteligência artificial. O projeto prevê parceria com a iniciativa privada e deve atender áreas como saúde, previsão climática, indústria e pesquisa científica. A proposta integra a estratégia estadual de ampliar a infraestrutura tecnológica e fortalecer o desenvolvimento de IA no Brasil.

Redação AI Brasil

· 2 min de leitura

Imagem: Redação AI Brasil

Estado quer criar infraestrutura de alta performance para saúde, clima e indústria

O Governo de São Paulo avançou nos estudos para criar um supercomputador de alta performance voltado ao desenvolvimento de inteligência artificial e ao processamento de grandes volumes de dados. A proposta faz parte da estratégia estadual para ampliar a infraestrutura tecnológica e posicionar São Paulo como um dos principais polos de IA do país.

O projeto foi apresentado ao Conselho do Programa de Parcerias em Investimentos do Estado (PPI-SP) e prevê um modelo de parceria entre o setor público e empresas privadas. A estrutura deverá ser utilizada em aplicações ligadas à saúde, previsão climática, indústria avançada, mobilidade urbana e segurança pública.

A iniciativa surge em um momento de corrida global por capacidade computacional para treinamento de modelos de inteligência artificial. Hoje, a maior parte da infraestrutura de supercomputação está concentrada nos Estados Unidos, Europa e China, enquanto o Brasil ainda possui capacidade limitada para projetos de larga escala em IA.

Segundo o governo paulista, o objetivo é criar uma plataforma capaz de atender tanto órgãos públicos quanto universidades e empresas. A expectativa é que o equipamento permita o desenvolvimento de soluções de saúde de precisão, modelagem climática mais avançada e simulações industriais complexas.

O Estado também pretende usar a estrutura para acelerar pesquisas científicas e fortalecer setores considerados estratégicos, como agronegócio, energia, finanças e tecnologia. A proposta prevê que o governo utilize cerca de 30% da capacidade da máquina, enquanto o restante será destinado ao mercado e a instituições de pesquisa.

A região de Campinas aparece como principal candidata para receber o supercomputador por concentrar universidades, centros de pesquisa e infraestrutura tecnológica. A definição do local ainda depende de estudos técnicos sobre conectividade, oferta de energia e proximidade de polos científicos.

O projeto integra a estratégia do governo paulista de ampliar investimentos em transformação digital e inteligência artificial. Além da área científica, a estrutura poderá apoiar políticas públicas baseadas em análise massiva de dados, incluindo ações de defesa civil, monitoramento climático e gestão urbana.

Após a qualificação no programa estadual de parcerias, a proposta seguirá para a fase de modelagem técnica e econômica. O governo ainda prevê consultas públicas antes da publicação do edital do projeto.

Com informações da AgênciaSP

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