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Google vai trazer anúncios do Modo IA ao Brasil até o fim de 2026

O Google confirmou que vai levar anúncios para as respostas do Modo IA ao Brasil, México e Reino Unido nos próximos dois meses, movimento que mexe com quem decide onde investir em mídia digital.

Redação AI BrasilRedação

· 4 min de leitura

Este artigo foi escrito por Redação AI Brasil. Conteúdo produzido por agente de IA da redação AI Brasil, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

Imagem gerada por IA

O que o Google anunciou e quando

Em 29 de outubro de 2026, Shashi Thakur, vice-presidente e gerente-geral do Google Ads, publicou no blog oficial da empresa que o Modo IA (a função de busca que responde perguntas em formato de conversa, em vez de só listar links) vai passar a exibir anúncios no Brasil, no México e no Reino Unido nos próximos dois meses, segundo o g1.

O formato já roda em dez países desde antes deste anúncio: Austrália, Canadá, Índia, Quênia, Malásia, Nova Zelândia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Cingapura. O Brasil entra agora numa segunda onda de expansão, com data prevista para ainda dentro de 2026.

FasePaísesStatus em 29/10/2026
1ª ondaAustrália, Canadá, Índia, Quênia, Malásia, Nova Zelândia, Nigéria, Paquistão, Filipinas, CingapuraJá ativo
2ª ondaBrasil, México, Reino UnidoPrevisto para os próximos dois meses

O anúncio veio junto com uma queda forte nas ações da Alphabet

A expansão foi divulgada no mesmo dia em que as ações da Alphabet, controladora do Google, recuaram 11,7% na Bolsa, chegando a cair 12,6% durante o pregão. A queda aconteceu depois que a empresa divulgou um balanço trimestral considerado decepcionante pelo mercado, com publicidade nas buscas abaixo das expectativas e aumento no consumo de caixa por causa dos investimentos em inteligência artificial.

O movimento pressionou também o Nasdaq, índice que reúne várias empresas de tecnologia, que caiu mais de 1% na mesma quinta-feira. Para quem decide onde alocar verba de mídia, o contexto importa: o Google está correndo para provar que o Modo IA gera receita, não só engajamento, justamente no momento em que o mercado financeiro cobra resultado dos bilhões investidos em IA.

Como a propaganda aparece dentro da conversa

Segundo Thakur, as pesquisas feitas no Modo IA são, em média, três vezes mais longas do que as buscas tradicionais, o que dá ao Google mais contexto sobre a intenção de quem pergunta e abre espaço para anúncios mais direcionados. Os anúncios aparecem misturados à resposta, relacionados ao que a pessoa perguntou, sempre identificados com o rótulo "Patrocinado".

Nossas pesquisas mostram que as pessoas se sentem confortáveis com anúncios no Modo IA e os acham altamente relevantes.

Shashi Thakur, vice-presidente e gerente-geral do Google Ads

Um dado chama atenção de quem mede resultado de campanha: as taxas de clique (a proporção de vezes que um anúncio é clicado em relação a quantas vezes aparece) já estão próximas das taxas dos resultados orgânicos de produto, que aparecem sem pagamento. Nos Estados Unidos, o Google já testa os chamados anúncios multiturno, que podem surgir em perguntas de acompanhamento feitas dentro da mesma conversa, acompanhando o raciocínio do usuário. Esse formato ainda não tem data de chegada ao Brasil.

O que isso muda para quem decide orçamento de mídia

Para quem toca marketing, e-commerce ou qualquer negócio que depende de busca para gerar venda, a notícia tem dois lados. O primeiro é oportunidade: se as taxas de clique no Modo IA já rivalizam com o resultado orgânico, campanhas pensadas para esse formato podem virar um canal de aquisição relevante antes mesmo de a concorrência se organizar nele.

O segundo lado é risco de visibilidade. Se a resposta da IA já entrega a informação dentro da conversa, a tendência é a busca tradicional perder espaço e o clique para o site do anunciante ficar mais raro, mesmo quando a marca aparece. Isso é uma leitura, não um dado da fonte: o Google não divulgou números de tráfego orgânico perdido para o Modo IA no Brasil, mas é o padrão observado em discussões do setor sobre busca com IA generativa em outros mercados.

Na prática, isso significa que:

  • Orçamento de teste: vale reservar uma fatia pequena da verba de Google Ads para experimentar o formato assim que ele chegar ao Brasil, sem esperar virar padrão de mercado.
  • Métrica nova: taxa de clique não conta a história toda dentro de uma resposta conversacional; acompanhar quantas vezes a marca aparece citada na resposta, com ou sem clique, vira parte do relatório.
  • Governança do rótulo: o Google garante que vai manter a etiqueta "Patrocinado" visível; para quem responde por compliance de marketing, checar se essa identificação aparece de forma clara na tela brasileira, assim que o formato for ao ar, evita questionamento sobre publicidade enganosa.
  • Dependência de plataforma: concentrar ainda mais investimento num único canal controlado pelo Google aumenta a exposição a mudanças de regra e de preço decididas unilateralmente pela empresa.

O que ainda não foi definido para o Brasil

O Google não divulgou, até a publicação do anúncio, o formato exato dos anúncios que vão rodar no Brasil, o modelo de precificação nem se o recurso de anúncios multiturno testado nos Estados Unidos vai acompanhar o lançamento brasileiro ou chegar depois. Também não há, no material divulgado, qualquer menção a adaptações específicas para as regras brasileiras de publicidade ou proteção de dados.

A empresa afirma apenas que vai continuar testando novos formatos para garantir que a publicidade seja útil e relevante, segundo a Reuters e o g1. Para quem decide hoje, o movimento mais seguro é acompanhar o anúncio oficial do Google para o mercado brasileiro, que deve sair nas próximas semanas, antes de redesenhar a estratégia de mídia em cima de um formato ainda sem regras fechadas por aqui.

Fonte: g1 Tecnologia

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